quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Microsoft assume controle sobre domínios enganosos usados por hackers

Endereços que se parecem com URLs de sites legítimos existem aos montes por aí, mas alguns deles não vão mais causar estragos: graças a uma ação judicial, a Microsoft conseguiu obter controle sobre mais de 50 domínios e endereços IP que estavam sendo usados para phishing e outras ações maliciosas.

Microsoft

Boa parte desses endereços lembra URLs de sites da Microsoft ou remetem a serviços da companhia. Entre eles estão domínios como hotrnall.com, office356-us.org e rnicrosoft.com.

De acordo com a empresa, os domínios maliciosos estavam nas mãos do Thallium, um grupo hacker que teria ligação com a Coreia do Norte. As investigações apontam que o grupo possuía vários alvos, como membros de governos, funcionários de universidades e integrantes de organizações de defesa dos direitos humanos.

Ainda segundo a Microsoft, os alvos eram principalmente pessoas que trabalham em instituições baseadas na Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão.

Basicamente, o grupo hacker enviava mensagens de phishing que se passavam por serviços da Microsoft ou de outras empresas, como Yahoo (exemplo: inbox-yahoo.com) e Google (exemplo: maingoogle.com).

Os alvos que não percebiam a cilada ficavam suscetíveis a digitar informações sigilosas em um site falso (como login e senha de uma conta de e-mail) ou a baixar um malware, por exemplo.

Pode parecer surpreendente que alguém não perceba o endereço enganoso, mas repare no exemplo abaixo que, em alguns casos, o domínio é mesmo muito parecido com o original.

Endereço falso de phishing em nome da Microsoft

As letras 'rn' simulam o 'm' de Microsoft

A Microsoft monitorou o Thallium por meses e, em 18 de dezembro de 2019, entrou com uma ação em um tribunal na Virginia para assumir o controle dos cerca de 50 endereços maliciosos identificados na investigação e dificultar a atuação do Thallium. A resposta foi rápida: pouco depois do Natal, as autoridades americanas emitiram uma ordem judicial que atende à solicitação da companhia.

Por conta disso, a Microsoft derrubou os endereços em questão e irá mantê-los inativos. Mas é óbvio que essa medida, por si só, não resolve o problema do phishing. Tomar cuidado com links em e-mails, usar gerenciador de senhas e/ou ativar a autenticação em dois passos continuam sendo medidas mandatórias de prevenção.

Com informações: ZDNet.

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Huawei tem faturamento recorde, mas prevê 2020 difícil

A Huawei teve o ano marcado por sanções do governo dos Estados Unidos aos seus produtos, mas conseguiu contornar esta barreira. A empresa teve faturamento recorde de 850 bilhões de iuanes (R$ 492,3 bilhões) em 2019, 18% a mais em relação ao ano anterior.

Huawei

O resultado ficou abaixo das projeções iniciais, mas surpreendeu por conta de um cenário de restrições impostas pelos EUA. Ainda assim, a fabricante espera ter um "ano difícil" em 2020 caso essas medidas sejam mantidas.

"O ambiente externo está se tornando mais complicado do que nunca e a pressão na economia global se intensificou", disse o presidente rotativo da Huawei, Eric Xu, em mensagem de ano novo divulgada para funcionários e clientes.

"A longo prazo, o governo dos EUA continuará a suprimir o desenvolvimento de tecnologia de ponta – um ambiente desafiador para a Huawei sobreviver e prosperar", continuou. No comunicado, a empresa comemorou o fato dos negócios terem continuado sólidos apesar das "adversidades".

A Huawei não divulgou todos os detalhes de seu balanço, mas, com base em comunicados anteriores, a Reuters estima que o faturamento do quarto trimestre de 2019 foi de 239,2 bilhões de iuanes (R$ 138,7 bilhões). O resultado representa uma alta 3,9% na comparação com o mesmo período em 2018.

Entre janeiro e dezembro, a companhia vendeu 240 milhões de celulares, o que deve ser suficiente para manter a segunda posição no ranking de empresas que mais vendem celulares no mundo.

As sanções americanas impediram a Huawei de ter aplicativos do Google pré-instalados em seus novos smartphones. Para contornar essa situação em 2020, a fabricante afirma que "dará tudo de si" para ter um pacote de apps alternativos, como galerias de fotos e serviços de armazenamento na nuvem.

Segundo Eric Xu, a criação desses aplicativos seria "a base para nossa capacidade de vender dispositivos inteligentes em mercados fora da China". Eles serão desenvolvidos para o sistema operacional HarmonyOS, apresentado pela companhia em agosto de 2019.

Com informações: TechCrunch.

Huawei tem faturamento recorde, mas prevê 2020 difícil


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Vaza imagem de TV QLED Samsung sem bordas que pode ter certificação 8K

A Samsung anunciou ontem (1) que firmou parceria com a Associação 8K, chamada de 8KA e que pretende criar um padrão de qualidade para aparelhos de TV que querem essa resolução. A novidade pode ser sinal de que a marca coreana está pronta para lançar seu primeiro QLED 8K com este certificado e o televisor pode ter bordas (quase que) invisíveis.

samsung 8k q900t lado

A Associação 8K tem como objetivo dizer que um televisor com quatro vezes mais pixels do que um 4K, realmente entrega ótima experiência de uso. Isso já aconteceu com o 4K no passado e existe um selo para confirmar os requisitos em cada modelo. No caso do 8K este selo garantirá contraste, nitidez e alcance de cores que o painel pode exibir.

A resolução precisa chegar em 7680 x 4320 pixels, o pico de brilho precisa ser maior do que 600 nits, a entrada HDMI tem que ser no padrão 2.1 e a TV tem que exibir vídeos gravados com o codec HVEC. Além de dizer quem segue e separar quem não segue estas regras, a 8KA também será responsável por promover a qualidade dos modelos certificados com vídeos feitos para tirar proveito das tecnologias presentes.

samsung 8k q900t

Rumores já apontam para ao menos um televisor que será lançado em breve (provavelmente durante a CES, ou no evento anual de março que a Samsung reserva para TVs), com painel QLED com resolução 8K e que deve ser chamado de Q900T. O que chama atenção nem é a resolução ou qualidade de imagem, mas a aparente ausência de bordas que somente é quebrada por uma parte inferior que é onde fica a base para que a TV fique apoiada em uma superfície lisa.

A Samsung já tem TV 8K até mesmo no Brasil, só falta conteúdo para tanta resolução.

Com informações: SlashGear.

Vaza imagem de TV QLED Samsung sem bordas que pode ter certificação 8K


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Samsung Galaxy Book Flex α é um notebook 2-em-1 com tela QLED

O Galaxy Book Flex α (Alpha) é um notebook 2-em-1 da Samsung com tela QLED de 13,3 polegadas, resolução Full-HD e brilho de até 600 nits: ele possui corpo de alumínio, processador Intel de 10ª geração e bateria de 17,5 horas com recarga rápida via USB-C. Trata-se de uma opção mais acessível em relação ao Galaxy Book Flex e Galaxy Book Ion, os primeiros laptops com QLED.

Samsung Galaxy Book Flex Alpha

Neste novo notebook, a Samsung incluiu um processador Intel de 10ª geração (sem mencionar qual), 8 GB ou 12 GB de RAM e 256 GB ou 512 GB de armazenamento SSD. A empresa promete autonomia de até 17,5 horas com uma carga; há suporte a carregamento rápido da bateria via USB-C.

O corpo de alumínio pesa 1,19 kg e tem 13,9 mm de espessura. Encontramos aqui um leitor de impressão digital embutido no teclado para login via Windows Hello, alto-falantes estéreo e suporte a Wi-Fi 6 (802.11ax). Nas laterais, há duas portas USB 3.0, uma porta USB-C, saída HDMI, leitor de cartão microSD e entrada para fone de ouvido.

Samsung Galaxy Book Flex, Ion e Flex α têm tela QLED

O destaque do Galaxy Book Flex α é a tela: o painel QLED promete imagens mais vibrantes e contraste maior; e há um modo "outdoor" que aumenta o brilho para 600 nits. Ele terá suporte a uma caneta ativa que será vendida separadamente.

Samsung Galaxy Book Flex Alpha

O Galaxy Book Flex e Ion também usam a tecnologia QLED: eles custarão cerca de US$ 1.100 e US$ 1.400 quando forem lançados este ano, enquanto o modelo Alpha sairá por US$ 830 quando chegar no primeiro semestre de 2020.

No entanto, como é de se esperar, o preço menor envolve alguns sacrifícios. O Galaxy Book Flex α não terá opção com chip gráfico da Nvidia, apenas o Intel UHD Graphics. A bateria de 54 Wh possui capacidade menor que no Galaxy Flex e Ion (69,7 Wh). Também não há um carregador wireless Qi embutido no trackpad, como vimos nos modelos mais caros.

A Samsung também aproveitou para anunciar o lançamento do Galaxy Book S com Qualcomm Snapdragon 8cx e Windows 10: graças à plataforma ARM, ele possui design sem ventoinha e oferece até 23 horas de bateria. Este laptop chegará ao mercado até março a partir de US$ 999; depois, haverá uma variante com processador Intel.

Samsung Galaxy Book Flex Alpha

Samsung Galaxy Book Flex Alpha

Samsung Galaxy Book Flex Alpha

Samsung Galaxy Book Flex Alpha

Com informações: Samsung, Engadget.

Samsung Galaxy Book Flex α é um notebook 2-em-1 com tela QLED


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Apple defende avisos do iOS 13 sobre apps que rastreiam localização

O iPhone vem avisando há anos quando sua localização é acessada em segundo plano, mas o iOS 13 levou isso a outro nível: o sistema mostra que determinados apps veem seu local dezenas ou centenas de vezes em questão de dias. Alguns desenvolvedores temem que isso possa reduzir o uso de seus aplicativos, mas a Apple defende o recurso.

iOS 13

Em comunicado ao Wall Street Journal, a Apple diz que cria hardware, software e aplicativos para proteger a privacidade do usuário: "não criamos um modelo de negócios para conhecer a localização de um cliente ou de seus dispositivos".

Desde o iOS 11, lançado em 2017, surge um aviso na tela quando um app usa sua localização em segundo plano: trata-se de uma barra azul (no iPhone 8 e anteriores) ou um fundo azul no relógio (no iPhone X e posterior).

Então, no iOS 13, o sistema começou a emitir alertas quando um app acessa demais seu local em segundo plano, e sugere alterar a autorização de "sempre" para "durante o uso". (O Android 10 possui uma opção que bloqueia o acesso à localização quando o app está fechado.)

A empresa especializada Location Sciences estima que a quantidade de dados de localização coletados por apps em segundo plano caiu 70% desde o lançamento do iOS 13, porque dezenas de milhões de pessoas ativaram a opção "durante o uso" no iPhone.

Desenvolvedores reclamam de recurso no iOS 13

iOS 13

Imagem por Arthur P.B. Laudrain/Twitter

Em agosto, sete desenvolvedores enviaram um e-mail para o CEO Tim Cook pedindo para reconsiderar esse recurso, já que ele prejudica a adoção de seus aplicativos. Isso inclui o Life360, que permite acompanhar onde estão os membros de uma família; e o Tile, usado em conjunto com dispositivos de rastreamento para itens como carteiras e chaves.

"Acreditamos sinceramente que a Apple tem em mente o bem-estar do usuário e agradecemos que ela nos tenha ouvido quando levantamos essas questões", afirma Chris Hulls, cofundador da Life360, ao WSJ. "Só achamos que, às vezes, as ações que eles tomam trazem consequências imprevistas."

A Apple possui um concorrente do Life360 embutido no iOS 13: trata-se do Buscar, que permite compartilhar sua localização com contatos específicos. No entanto, o sistema não exibe alertas sobre o número de vezes que ele acessa seu local em segundo plano. (Outros apps da Apple ficam sujeitos a esses avisos, como o Atalhos.)

Além disso, rumores dizem que os Apple Tags serão um concorrente para o Tile: o dispositivo com conexão Bluetooth poderia ser anexado a objetivos como chaveiros ou malas.

O Foursquare, por sua vez, acredita que os avisos do iOS 13 são "um passo na direção certa". A empresa diz que ainda é muito cedo para compartilhar métricas confiáveis ​​sobre quantos usuários limitaram o acesso à localização.

Com informações: Wall Street Journal, MacRumors.

Apple defende avisos do iOS 13 sobre apps que rastreiam localização


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IA do Google é mais precisa que médicos na detecção do câncer de mama

Apesar de ser o exame mais solicitado no rastreamento do câncer de mama, a mamografia não consegue ser precisa em todos os casos. Mas essa limitação poderá ser amenizada em um futuro relativamente próximo: o Google Health desenvolveu um sistema de inteligência artificial que promete ser mais eficaz que os médicos no diagnóstico da doença.

Câncer de mama

O câncer de mama é o tipo de neoplasia maligna mais comum entre as mulheres depois do câncer de pele, mas as chances de cura da doença podem passar de 95% quando o diagnóstico é feito precocemente. O problema é que, mesmo para profissionais experientes, nem sempre é fácil identificar sinais sugestivos de câncer de mama na mamografia.

Resultados imprecisos podem levar a diagnósticos tardios, diminuir as chances de remissão completa da doença, causar sofrimento emocional (por conta de um falso positivo, por exemplo), aumentar a complexidade do tratamento, entre várias outras consequências.

Para atacar esse problema, o Google uniu forças com o Cancer Research UK Imperial Centre e outras instituições para verificar se um algoritmo de inteligência artificial seria capaz de analisar resultados de mamografias para auxiliar os médicos na detecção mais precisa de sinais de câncer de mama. Os resultados preliminares são animadores.

O sistema foi treinado com base em resultados de 76 mil mamografias de mulheres no Reino Unidos e de outras 15 mil pacientes nos Estados Unidos — nenhuma delas teve a sua identidade revelada ao Google. Na fase seguinte, a tecnologia foi colocada em ação: o sistema analisou exames de 25 mil mulheres no Reino Unido e 3 mil nos Estados Unidos.

Na comparação com as análises de especialistas humanos, a tecnologia do Google apresentou redução de 1,2% nos falsos positivos (quando a avaliação aponta erroneamente a presença do câncer) no Reino Unido e 5,7% nos Estados Unidos; já o número de falsos negativos (quando a avaliação falha em identificar a doença) caiu em 2,7% e 9,4%, respectivamente.

Câncer de mama - metástase

As diferenças podem parecer pouco expressivas, mas é necessário levar em conta que o algoritmo de inteligência artificial teve como base para o treinamento apenas as imagens das mamografias, enquanto os médicos tiveram acesso aos históricos das pacientes e a mamografias anteriores realizadas por elas.

Além disso, a tecnologia ainda não está pronta para ser adotada em larga escala. O próprio Google destaca que, para esse fim, será necessário realizar mais estudos para comprovar a eficácia das análises por inteligência artificial e obter aprovação de órgãos reguladores.

O Google explica ainda que o objetivo dessa tecnologia não é substituir os médicos no diagnóstico do câncer de mama, mas auxiliá-los nesse trabalho: além de proporcionar mais precisão na análise da mamografia, espera-se que a inteligência artificial permita que o diagnóstico seja realizado mais rapidamente pelos profissionais.

IA do Google é mais precisa que médicos na detecção do câncer de mama


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Uber deverá reintegrar motorista desativado no app, decide Justiça

A Uber deverá reintegrar à plataforma um motorista do Rio Grande do Norte que foi desativado em maio de 2019 após reclamações de passageiros. No processo judicial, ele afirma que tinha média de 4,74 antes de ser expulso e que estava na categoria Select (substituída desde então pelo Uber Comfort). Se a empresa não acatar a decisão, terá que pagar multa de R$ 15 mil.

Uber

De acordo com os documentos judiciais, sete usuários da Uber relataram uma conduta inadequada do motorista, fazendo-o ser desativado da plataforma. Ele diz, no entanto, que não sabia sobre essas acusações porque a empresa não envia nenhum aviso nem informa o teor da denúncia, "impedindo assim qualquer possibilidade de defesa".

A desembargadora Zeneide Bezerra, do TJ/RN (Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte), afirma em sua decisão de segunda instância que "a desvinculação do motorista do aplicativo Uber deu-se injustamente na medida em que não oportunizou a manifestação sobre as queixas".

Motorista tinha nota 4,74 e estava no Uber Select

O motorista fez 8.464 viagens em dois anos e meio e tinha nota 4,74 quando foi desativado. A Uber explicou há algum tempo que os parceiros "precisam ter média de 4,6 (em uma escala de 1 a 5 estrelas) para continuarem na plataforma".

Além disso, o motorista estava na categoria Uber Select, que exigia uma avaliação mínima de 4,75 (a nota dele deve ter caído abaixo desse patamar com as reclamações dos usuários). Essa modalidade foi substituída no Brasil pelo Uber Comfort, cuja nota mínima varia entre 4,80 e 4,85 dependendo da cidade.

Levando isso em conta, a desembargadora diz que o motorista deveria ter garantido seu direito constitucional de defesa. Por isso, ela manteve a decisão de primeira instância da 13ª Vara Cível de Natal: uma liminar obriga a Uber a fazer a reintegração dentro de 5 dias, sob pena de multa de R$ 15 mil.

Com informações: TJ/RN.

Uber deverá reintegrar motorista desativado no app, decide Justiça


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